• Português
  • English
  • Español
  • Français

Notícias

Qualidade do Ar Interior, Energia e Produtividade

A Qualidade do Ar Interior tem um grande impacto na produtividade, visto que a população passa aproximadamente 90% do seu tempo em ambientes fechados.

O edifício de serviços moderno já é hoje projetado com o objetivo de ser um consumidor de energia cada vez mais eficiente, simultaneamente satisfazendo níveis cada vez mais exigentes de conforto e bem estar para os seus ocupantes e utilizadores. O controlo da Qualidade do Ar Interior (QAI) tem tido uma mais lenta evolução, pois como o seu benefício não é tão facilmente mensurável como a poupança energética, o decisor de um projecto mais dificilmente lhe dará a devida importância. Alguns  benefícios de melhorias da QAI são intuitivos -diminuição de alergias, infecções respiratórias, maior conforto dos ocupantes- mas quanto representa?

O desconforto sentido pelo funcionário num espaço onde por exemplo, ocorra um nível elevado de partículas suspensas no ar, é suficiente para as suas tarefas serem desempenhadas a um ritmo inferior. Assim, um dos impactos económicos a ter em conta, onde se verifica um grande impacto da QAI, é na produtividade dos funcionários. Diversos estudos têm indicado que amplitudes térmicas moderadas, maiores taxas de renovação de ar e redução e controlo de poluentes no interior, podem representar uma melhoria de pelo menos 5% na produtividade.

A exposição a este cenário e o consequente desconforto sentido acarreta uma consequente desmotivação no funcionário que além da menor produtividade pode também levar ao seu absentismo. A exposição prolongada, pode levar ao aparecimento de doenças respiratórias e consequente diminuição da sua assiduidade com episódios de baixa médica. Nos edifícios da Polaroid nos Estados Unidos, foi possível verificar que cerca de 35% das faltas por motivos de ordem médica eram directamente resultado de deficiente QAI. Ou seja, seria possível evitar todos os anos 1,5 dias de falta/funcionário- um custo 4 vezes superior ao de aumentar as taxas de renovação de ar nos seus espaços.

Só nos EUA, estimou-se que a melhoria dos níveis de QAI teria um impacto global na sua economia de:

- Redução em 16-37 milhões de episódios de constipações e influenza (poupança de 6-14 mil milhões de dólares)

- Redução de 20-50% de sintomas relacionados com o Síndrome do Edifício Doente (poupança de 10-160 mil milhões de dólares/ano)

- Redução de 18-25% de casos de asma e alergias (poupança de 1-4 mil milhões de dólares/ano)

- Aumento global de 0,5-5% de produtividade (poupança de 40-200 mil milhões/ano)

Apesar dos benefícios da melhoria da QAI não serem tão intuitivos como a poupança eléctrica de um equipamento mais eficiente, o seu impacto deve ser reconhecido. Só assim teremos edifícios eficientes e não só energeticamente eficientes.

Projeto com apoio QREN

No âmbito dos Sistemas de Incentivos do QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional, a RUBIFIL é beneficiária de apoios provenientes dos fundos comunitários com aprovação da Autoridade de Gestão do Programa Operacional do Alentejo.